sexta-feira, 11 de maio de 2012

Enganos...

Mergulhei no passado tentando
compreender o presente de uma vida
e descobrir em tantos enganos
a verdade escondida nas mentiras.
Em que dobra do tempo vivido
ela ficou perdida; oculta nas sombras,
tantas vezes negada ou transformada.
O tempo partilhado com o nada.
O prazer sofrido, sem o gozo
do ideal imaginado; perdido.
A mudança rápida de amores,
deixou a mágoa do vazio;
e, por não ser o amor verdade,
fiquei sozinho, sem compreender
o destino cruel que nos leva
a viver tudo o que não é.
by Victor Motta

Revejo-me totalmente nestas frases :(

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Musa

Tens sido fonte de inspiração,
Apesar de apenas existires em minha mente.
Tens-me dado alento e paz.
Tenho apreciado tua companhia
Mesmo se efémera e distante.
Tenho enlouquecido com tua chegada
E desaparecido com tua partida...

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Vaguear...

Vagueio entre as nuvens. Pensamentos soltos ao sabor do vento.
Deixo-me levar pelas correntes de ar, dando livre curso a minha imaginação.
Sinto-me leve, livre e serena.
De repente o vento sopra, numa demonstração de sua força e intensidade.
Arrasta-me com ele numa brutalidade desfriada. Embato com força nas ondas do mar. A dor é grande.
Esse mar que tanto me amparou, sossegou meus sentimentos, apazigou minha raiva e dilatou meus medos torna-se, hoje, meu reconforto e meu lugar derradeiro.

terça-feira, 8 de maio de 2012

Improvavel

A ouvir musica
A tentar não pensar em nada
Não me sais da cabeça
Questiono-me, Interrogo-me
Será possível?

Poderá tal subterfúgio estar a acontecer
Seria ridículo ou no mínimo caricato
Nem sei se me atrevo a escreve-lo
Medo que se torne real
Medo que tal seja possível
Improvável sim...

Eu gosto dela
Ela gosta de ti
Tu sentires algo por mim?
E essa simples ideia me agradar
Questiono-me, somo 1 mais 1
Mas não quero acreditar que dá 2
Improvável...

Tua desilusão,
Tua reacção ao meu desespero
Aí sim tudo faria sentido
Aí sim poderia entender
Mas é improvável...

Minha imaginação vagueia
Vejo coisas onde não existem
Não faria sentido
Nem quero ou posso acreditar
Seria... Improvável

A vida é estranha
Por vezes prega-nos partidas
Mas esta seria demais
Iria além do imaginável
Levar-me-ia a repensar em tudo
Far-me-ia acreditar no Improvável...

Estou perdida
Preciso reflectir
Pensar nisto
Serenar meu espírito
E essencialmente parar de imaginar loucuras...
Improbabilidades tolas...

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Problema...

Actualmente penso que meu maior problema é pensar em demasia.
Se pudesse esquecer e apenas viver provavelmente seria melhor mas aí não estaria a viver uma ilusão?
Não sei...

sábado, 5 de maio de 2012

Saudades

Por vezes sinto um aperto no coração tão grande que me doí
Parece que os sentimentos me pesam no peito
Que as memorias emergem e me assolam o coração
Lembro-me de momentos bons e outros menos bons
Recordo pessoas e lugares que cruzaram meu caminho
Revivo cada momneto com intensidade
São as saudades a darem sinal...

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Chuva

Hoje acordei cedo, não porque era minha vontade mas simplesmente porque a chuva que cai lá fora se faz ouvir de forma ruidosa e violenta.
Estou com pele de galinha, o frio é imenso. Sinto meus pés gelados e detesto essa sensação.
Fui espreitar à janela, há um nevoeiro cerrado que consigo vislumbrar entre os prédios.
Acabei por me sentar/deitar no sofá da sala, meu companheiro de 4 patas deitou-se a meu lado.
Cobri-me com uma manta, numa tentativa vã de me sentir mais quente.
Estamos aqui os dois num silencio mortifero... Ainda consigo ouvir a respiração dele ao dormir (que ternurento) e a chuva intensa que cai e bate contra as paredes do prédio e se destroi contra as janelas!
O vento juntou-se à festa e sopra com mais intensidade.
Nestas horas sinto tua falta.
Poder me aconchegar em teus braços e sentir o calor de teu corpo.Sussurar-te ao ouvido, beijares-me levemente em sinal de aprovação.
O vento e a chuva duplicaram de força, sinto-me ainda mais gelada. Vou voltar para a cama, tentar adormecer e deixar meu corpo aquecer debaixo dos lençois.